segunda-feira, 5 de julho de 2010

Principais características da espiritualidade Inaciana


Santo Inácio, 1491-1556, grande mestre da vida espiritual, inaugura na Espanha, em pleno século XVI, uma nova escola de espiritualidade cristã, que se denomina como “Companhia de Jesus”.
Segundo Guibert, esmero jesuíta, os pontos fundamentais da espiritualidade inaciana são: “serviço por amor; serviço apostólico para a maior glória de Deus, na conformidade generosa com a vontade de Deus, na abnegação de todo amor próprio e de todo interesse pessoal, no seguimento de Cristo, chefe ardentemente amado: tal parece ser o fundo essencial da mensagem confiada por Deus a Inácio no curso dos favores místicos [...]”
Para Iglesias, os exercícios espirituais implicam a vida de Cristo e dos santos. Santo Inácio afirma que “assim como passear, caminhar e correr são exercícios corporais, também se chamam exercícios espirituais os diferentes modos de a pessoa se preparar e dispor para tirar de si todas as afeições desordenadas”. O conceito “afeições desordenadas” sugere as aspirações que afastam o exercitante da Vontade de Deus e o levam ao afastamento Dele ou ao sentimento de prepotência.
Além do mais, Santo Inácio propõe quatro semanas para a realização dos EE em que o exercitante é quem realiza o retiro, ao passo que o acompanhante o acompanha na trajetória espiritual.
A partir da vivência dos EE, o exercitante prossegue sua experiência espiritual, principalmente, “na fidelidade aos movimentos do Espírito que guiarão no caminho do amor”. Vale mencionar que os EE permite com que cada um possa, de fato, encontrar-se consigo mesmo e, sobretudo, ordenar os afetos e perceber as moções do espírito: consolações e desolações. Essa sensibilidade instiga a melhor amar e servir ao Senhor, de maneira a se entregar a Ele para que as palavras e ações correspondam à Vontade Dele.










Pe. Nelson Brechó
Vigário Paroquial da Catedral Sant'ana
Botucatu/SP

terça-feira, 9 de março de 2010

Campanha da Fraternidade 2010. Tema: Economia e Vida. Lema: Vós não podeis servir a Deus e ao dinheiro. (Mateus 6.24)


Neste ano, a C.F. será ecumênica, com a participação do Conic (Conselho Nacional de Igrejas Cristãs). A CNBB e o Conic, tentarão sensibilizar o governo, as autoridades públicas e os mais ricos, para a situação vivida pela maioria dos brasileiros que beira a miséria.
A busca desenfreada pelo lucro, a falta de sabedoria de nossos governantes, o apego aos bens materiais, desencadeiam poluição, esgotamento de filões encontrados na natureza,fim da água potável, entre tantos outros males.
Nosso Senhor Jesus Cristo ensinou a chamar Deus de nosso PAI, que ama a todos sem distinção. Infelizmente muitas pessoas não conseguem enxergar nos outros a Face de Cristo. É preciso mais oração, pedir que o Espírito Santo conceda Sabedoria a todos que governam, que dirigem empresas, secretarias, ministérios, etc. Combater o bom combate, guardar a fé, viver nosso batismo, em nome de Jesus, em poucos anos, mudaremos esta triste realidade brasileira.
No Evangelho de São Mateus, capítulo 25 fala da partilha: “estive com fome, me deste de comer.” Que cada cristão brasileiro possa viver esse ensinamento e amar sem medidas e talvez um dia, se Deus quiser, possamos dizer, com o meu pouco melhorei a vida do meu irmão.
Fraternidade: SIM. Avareza: NÃO.
Pela intercessão da Virgem Maria, DEUS os abençoe.

Fraternalmente, Diácono Permanente, Farid Said Uebe.
Paróquia N.S. Bom Sucesso. Paranapanema
Diocese de Itapetininga (SP).

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

BIBLIA - PALAVRA DE DEUS


Em Setembro, nós cristãos católicos, comemoramos a Sagrada Escritura, a Bíblia, como santa palavra de Deus. Em 18 de novembro de 1965, o Concílio Vaticano II, promulgou a Constituição Dogmática “DEI VERBUM”, sobre a Revelação Divina. A importância deste ato é que a partir desta data, pudemos ter acesso à Bíblia.

Quarenta e quatro anos depois, infelizmente, na maioria dos lares católicos, segundo pesquisa encomendada pelo Vaticano, a Bíblia, quando existe, fica como enfeite aberta, geralmente no salmo 90 nas salas. Ela teria que estar como nosso livro de cabeceira, de leitura diária e em família, pois Nosso Senhor Jesus Cristo afirmou imperiosamente que nós temos de conhecer e praticar a Palavra de Deus, saber qual é a vontade do Pai Celestial nas nossas vidas.

Deus Pai, na sua bondade e infinita misericórdia, através da Pessoa de Jesus Cristo, instituiu a nossa querida e santa Igreja Católica, para que nós, seres humanos nos tornássemos pessoas melhores, solidárias e fraternas, praticantes das obras de misericórdia corporais e espirituais.

Finalizando, para nossa reflexão, o apóstolo dos gentios, São Paulo, na segunda carta a Timóteo, capitulo três, versículos 16 e 17, exorta assim: ”Por isso toda a Escritura é inspirada por DEUS, é útil para ensinar, para repreender, para corrigir e formar na justiça. Por Ela, o Homem de DEUS, se torna perfeito, capacitado para toda boa obra.”

DEUS abençoe!

Fraternalmente,
Diácono Farid Said Uebe
Paróquia N. S. Bom Sucesso - Paranapanema/SP
Diocese de Itapetininga (SP).

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

”Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura, batizando-as em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo”. (Mt 28,19).


”Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura, batizando-as em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo”. (Mt 28,19).


Por força deste chamado do Senhor a uma missão específica, todo batizado – e por exigência deste mesmo batismo – é chamado a ser um discípulo-missionário de Jesus Cristo.
O Documento de Aparecida nos diz que “Cumprir esta missão não é tarefa opcional, mas parte integrante da identidade cristã, porque é a extensão testemunhal da própria vocação” (Doc. Aparecida 144).

Como conseqüência da Conferência de Aparecida, o 2º Congresso Missionário Nacional, realizado em maio deste ano também em Aparecida, nos trouxe como lema: “Igreja no Brasil: Escuta, Segue e Anuncia”.

São propostas e eventos que estimulam e incitam o novo vigor missionário.
Exige-se hoje uma atitude missionária por parte de toda a Igreja Católica, de todo fiel batizado para que seja missionário onde quer que esteja. É nossa obrigação evangelizar. Ai de nós se não evangelizarmos.

Recordando a dinâmica do Grande Jubileu de 2000, Bento XVI convidou os católicos – à imagem de São Paulo e de São Bento – a “Fazer de Cristo o centro da sua vida, deixando tudo pelo sublime conhecimento dele e do seu mistério de amor, comprometendo-se a anunciá-lo a todos”.
Por isso pedimos a todos: Queira o Senhor alimentar também em mim um amor semelhante, para que não tenha paz perante as urgências do anúncio evangélico no mundo de hoje.
Fiquem com Deus.


Pe. Sirlei Oliveira
Paróquia Bom Jesus – Quadra/SP

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

NÃO DEMORES A SE CONVERTER, NÃO ADIAS DE DIA EM DIA


Caríssimos e amados irmãos em Cristo Jesus, Deus seja louvado. A todo instante de nossa vida, e em cada momento é preciso repetir essas palavras: “Deus seja louvado”, o Pai precisa ser exaltado em nós e o nome de Jesus precisa ser proclamado, por que digo isso? Digo por que vivemos num mundo em que o homem atual tem se perdido em busca de prazeres, optando por viver somente a sua vontade ao invés da vontade de Deus; e qual é a vontade de Deus para nós? A vontade do Pai é que sejamos santos, porque ele é santo. Nascemos de um coração santo, fomos gerados pela santidade de Deus, pois é ele quem nos da à vida, e uma vida é para ser vivida na graça, no dia a dia, numa conversão sincera e numa mudança radical de vida.

O Pai nos olha sempre, não com um olhar repreensivo, vingativo, mas com um olhar de ternura e de misericórdia, pois o Senhor é bom e misericordioso, lento para cólera e cheio de clemência. (Sl 102,8). O Salmista Davi proclama: “quando eu era formado em segredo, tecido na terra mais profunda, teu olhar viam as minhas ações e eram todas inscritas no teu livro” (Sl 139,15), o salmista diz “minhas ações”, o Senhor vê nossas boas e, más ações, nossos atos, nosso viver, nosso proceder, nosso caminhar, nosso andar, falar e etc. todas estão inscritas no livro da vida, em outra passagem Isaias, 49,16 “Eis que na palma das minhas mãos eu te gerei”.

Amados irmãos é preciso nos comportar como filhos da luz. Não demore a se converter, pois a conversão é METANÓIA, ou seja, mudança de vida, e não de religião, é no dia a dia que se converte, o tempo é muito curto e o Senhor não tardará a chegar, e antes que ele chegue preparemos-nos em sinal de alerta como aquelas cinco virgens prudentes de lâmpadas acesas, o Senhor precisa ser luz em nosso caminho, lâmpadas para nossos pés.

E o Senhor só pôde nos criar livres, Ele nos da liberdade, mas não usemos da liberdade como pretexto para satisfazer os apetites da carne, pois a verdade nos libertará (Jo 8,32), mas uma verdade que só vem de Deus e não uma verdade que o mundo ensina que você pode tudo, que você é livre para fazer o que quiser, São Paulo nos diz: “tudo me é permitido, mas nem tudo me convém”.(1Cor 6,12). Um dia um jovem perguntou para Jesus: Mestre o que devo fazer de bom para alcançar a vida eterna? (Mt 19,16), e o que Jesus respondeu: se queres entrar na vida eterna, cumpre os mandamentos; se queres ser perfeito, vem e segue-me.

Existem aqui amados irmãos, duas condições básicas para o seguimento a Jesus, primeiro: observar os mandamentos e não só observar, mas colocá-los em prática, pois aquele jovem conhecia, mas não praticava; e o segundo que para mim é o mais importante: vêm e segue-me, para o seguimento a Jesus é preciso renuncia e conversão, lembro-me dos seguidores de Jesus, como Zaqueu, Maria Madalena, Mateus o cobrador de Impostos, o cego Bartimeu, a mulher samaritana, e tantos outros e até mesmos aqueles que a Bíblia não menciona, essas pessoas tiveram suas vidas transformadas por Jesus, renunciaram seus maus procedimentos tiveram uma conversão sincera, e seguiram o mestre, muitos hoje dizem que seguem Jesus, mas não são capazes de renunciar sua vida velha, seu passado, caminham ainda com seus fardos pesados, ainda não tiveram o encontro profundo com Jesus, olhando nos seus olhos. Há outros que tiveram o encontro, mas quando vêm às tribulações, abandonam o barco. Hoje, mais do que nunca, precisamos encontrar-nos com Jesus, buscai o Senhor enquanto ele está perto, invocai-o enquanto se deixa encontrar.

Pe. Eduardo Reis – Ituiutaba/MG

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

OUTUBRO: MÊS MISSIONÁRIO

Todo o ano na vida de nossa Igreja Católica Apostólica Romana no Brasil celebra o mês missionário; tempo forte que o Senhor continua seu apelo a todos nós para criarmos em nós uma consciência missionária; é costume representar esse mês de outubro através de algumas cores que são as cores que representam os vários continentes, principalmente quando rezamos o terço missionário: o Continente Africano é representado pela cor verde (esperança), a cor vermelha é a cor da América (terra vermelha do sangue dos mártires, da cor dos índios), a cor branca é a da Europa (terra do homem branco e do papa), a cor azul é a da Oceania (das milhares de ilhas mergulhadas no azul do oceano) e a cor amarela é a cor da Ásia (terra da raça amarela).

Quando falamos em missão, em ser missionário, sempre temos a idéia de sacerdotes, religiosos ou até mesmo de leigos que partem para terras estrangeiras para levarem o Evangelho de nosso Senhor Jesus Cristo.

Todavia, a missão não se resume somente nessa realidade de muitos sacerdotes, religiosos, leigos que partem para um trabalho missionário em terras estrangeiras, que também é de uma importância grandiosa; mas o apelo à missão é dirigido a todos os batizados, a todas as famílias e a cada cristão.

No Evangelho de Mateus 28, 19-20, encontramos o mandato missionário de Jesus que envia para o mundo os seus apóstolos; atualmente é forte também o apelo da Conferência de Aparecida que convida a cada cristão discípulo de Jesus a ser missionário, nessa missão de levar todos os povos de nosso continente ao encontro com Jesus Cristo.

Queremos também em sintonia com esse ano Paulino, instituído pelo Papa Bento XVI de 29 de junho de 2.008 a 29 de junho de 2.009, olharmos para o Apóstolo Paulo como ardoroso missionário. Que Paulo seja para nós modelo a ser seguido no amor à missão.
Também pedimos a intercessão dos santos padroeiros da missão: Santa Terezinha do Menino Jesus, São Francisco Xavier, Bem-aventurado José de Anchieta; que eles nos inspirem no amor a missão.

Caros irmãos e leitores, não tenham medo de assumir a nossa missão, Cristo conta conosco para uma missão de amor, pense nisso e que Deus te abençoe.

Pe. Milton
Garça/SP
 
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