PALAVRA DO CLERO - MISSÃO LOUVOR E GLÓRIA
quarta-feira, 25 de julho de 2012
Participação dos bispos brasileiros no Concílio Vaticano II - parte III: Rede de relações
sexta-feira, 18 de maio de 2012
Sacramentalidade do Episcopado no Concílio Vaticano II
Padre Ademilson Luiz Ferreira
quarta-feira, 7 de dezembro de 2011
O resgate do vital humano na “produção” ética e inculturada do instituído

quinta-feira, 11 de agosto de 2011
As pérolas da vida
A maior pérola da existência terrena é a pessoa humana, com suas reais condições de vida saudável e de dignidade. A isto se junta sua capacidade de decisão, de empenho e de discernimento para realizar aquilo que convém e que ajuda na sua real existência.
sexta-feira, 22 de julho de 2011
O SACERDOTE DEVE ENCARNAR OS TRÊS “M”, SER MISSIONÁRIO, MEDIADOR E MÁRTIR
Para o arcebispo Savio Hon Tai-Fai, o sacerdote deve encarnar os três “M”, sendo missionário, mediador e mártir. O secretário da Congregação para a Evangelização dos Povos fez esta reflexão no último sábado, ao presidir a ordenação sacerdotal de um frade franciscano na basílica romana de Santa Maria de Aracoeli. Dirigindo-se ao ordenando, Frei Mauro Zannin, O.F.M. nascido na Suíça, o prelado comentou o Evangelho do 15º domingo do Tempo Comum, que conta a parábola do semeador (Mt 13, 1-23). Entre seus discípulos, “Ele quis escolher alguns em particular, para que, exercitando publicamente, na Igreja e em seu nome, o ofício sacerdotal a favor de todos os homens, continuassem sua missão de mestre, sacerdote e pastor”. Neste contexto, indicou o secretário do dicastério vaticano, “ser missionário significa ser enviado pelo Pai para amar”. O sacerdote, prosseguiu, deve ser também mediador, como indicou o Papa Bento XVI, definindo o presbítero como “mediador entre Deus e os homens”. Se na vida terrena “não faltam os sofrimentos e as provações, (…) o crente – e sobretudo o sacerdote – deve saber ter esperança e perseverança na glória futura”. O terceiro “M” do sacerdote é o que evoca o martírio, declarou Dom Hon Tai-Fai, no dia em que a Igreja celebrava a festa dos 120 mártires chineses beatificados em vários grupos entre 1746 e 1951 e canonizados pelo Papa João Paulo II em 1º de outubro de 2000. “O Evangelho – comentou o prelado, referindo-se ainda à passagem do semeador – fala do terreno bom para acolher a Palavra. O sangue dos mártires fecunda o terreno para a Palavra. Jesus Cristo é a Palavra definitiva e eficaz que saiu do Pai e voltou a Ele, cumprindo perfeitamente sua vontade no mundo. O semeador que leva a palavra se converte na própria Palavra.” Para isso, o arcebispo exortou o ordenando a ser “testemunha de Cristo, para que, com a palavra e o exemplo, possa construir a Igreja e ser o perfume de Cristo em seus ensinamentos, em sua alegria e em seu apoio aos fiéis”. “Siga o exemplo do Bom Pastor, que não veio para ser servido, mas para servir”, convidou. O prelado concluiu citando uma oração de São Tomás, “porque está cheia do espírito de São Francisco”: “Meu Deus, não te esqueças de mim quando eu me esqueço de ti. Não me abandones, Senhor, quando eu te abandono. Não te afastes de mim quando eu me afasto de Ti. Se fujo de Ti, chama-me; se me resisto a ti, atrai-me; se caio, levanta-me”. “Concede-me, eu te peço, uma vontade que te busque, uma sabedoria que te encontre, uma vida que te agrade, uma perseverança que te espere com confiança e uma confiança que, no final, chegue a possuir-te.”
fonte:alphaeomega.org.br.apud.zenit. acessado 13/07
terça-feira, 5 de julho de 2011
Basílio Magno e a Divindade do Espírito Santo

Pe. Ademilson Luiz Ferreira, membro do presbitério de Marília, atualmente está cursando Mestrado em Teologia pela Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia (FAJE) de Belo Horizonte/MG (onde reside).
E-mail: pe.ademilson@terr
http://diocesedemarilia.org.br
“Creio no Espírito Santo, Senhor que dá a vida, e procede do Pai e do Filho; e com o Pai e o Filho é adorado e glorificado”.
A afirmação do Símbolo Niceno-Constantinopolitano é herança direta de São Basílio Magno (329-379), bispo de Cesaréia (370-379).
Basílio viveu na “idade de ouro” da patrística, fértil período na história da Igreja e na difusão do cristianismo. Grande pai e doutor da Igreja, empenhou sua vida na defesa da fé cristã, reforma da liturgia, edificação da vida monástica, além do cuidado dos pobres. Combateu os “arianos” e “pneumatômacos”, hereges que negavam a divindade de Jesus e do Espírito Santo. Para estes, tanto o Filho como o Espírito seriam “criaturas”.
Em sua obra “Tratado sobre o Espírito Santo”, Basílio afirma a igualdade entre o Pai, o Filho e o Espírito Santo e o faz através de dois argumentos:
a. A tradição batismal. Para Basílio, a profissão de fé no Pai e no Filho e no Espírito Santo é extraída da tradição batismal. “Devemos crer segundo a maneira como fomos batizados” e “glorificar conforme a nossa fé”. O Espírito é associado ao Senhor (Cristo) e ao Pai no Batismo.
b. A doxologia. A maneira como louvamos revela a identidade de Deus. A doxologia (o louvor) revela a ortodoxia (a correta doutrina). Enquanto alguns se limitam a glorificar ao Pai, pelo Filho no Espírito Santo, Basílio não teme em dar glória ao Pai,com o Filho e com o Espírito Santo. A glória é comum a cada uma das pessoas divinas.
Para Basílio, o Espírito é inseparável do Pai e do Filho e isto se expressa no batismo, na confissão de fé e na recitação da doxologia. O Espírito não é “criatura” ou de “condição servil” e inferior ao Pai e ao Filho, ele é também Senhor, é divino por natureza.
Para falar das relações entre o Pai e o Filho e o Espírito Santo, Basílio afirma que o Espírito é “co-enumerado”, “co-ordenado” e “co-glorificado”, ou seja, ele é nomeado com o Pai e o Filho, está na mesma ordem, no mesmo nível, nem abaixo nem acima das outras pessoas e “com o Pai e o Filho é adorado e glorificado”. As três pessoas têm a mesma honra e dignidade. Quem recusa aceitar o Espírito compromete sua fé no Pai e no Filho.
Interessante notar que o Símbolo Niceno-Constantinopolitano, cujo artigo referente ao Espírito devemos a Basílio, afirma que o Pai é Deus, o Filho é “Deus de Deus” (portanto também é Deus) e o Espírito é “Senhor que dá a vida” e não se afirma, ao menos textualmente, que “o Espírito Santo é Deus”. Como, portanto, podemos compreender a divindade do Espírito Santo a partir do Credo e da teologia de Basílio?
Basílio defende a “divindade do Espírito Santo” sem recorrer ao termo “consubstancial” - atribuído ao Filho e que gerou controvérsias por não estar na Escritura - e sem chamá-lo de Deus. O Espírito é “Senhor”, não servo nem criatura (“Senhor” ou “kyrios” pode ser considerado sinônimo de Deus – Jesus é Senhor). O Espírito “dá a vida”. O único “doador” da vida é Deus, portanto, o Espírito é Deus. Neste sentido, as palavras “Senhor” e doador da vida, atributos divinos predicados ao Espírito Santo advogam em favor de sua divindade. Além disso, este “Senhor que dá a vida” com o Pai e o Filho é adorado e glorificado. Não se pode adorar e glorificar a não ser a Deus.
sexta-feira, 17 de junho de 2011
Bioética: uma ciência preocupada com a vida
A Bioética é uma ciência nova. Tem 40 anos. Ela teve início na década de 70 do século passado, quando se começou a ver que o avanço das tecnologias necessitava de um acompanhamento ético, sobretudo as biociências. Cunhou-se o termo bioética, justamente para que pudéssemos fazer com que as ciências relacionadas à vida, às biotecnologias, pudessem servir ao ser humano e ajudá-lo no seu processo de humanização. Hoje, o termo bioética abrange toda a preocupação voltada à vida, mas também alcançando os seres não vivos, numa visão abrangente da criação toda.
Há um pluralismo muito grande dentro da Bioética e o consenso está começando a se fazer. Por que tal pluralismo? Porque as mais diferentes ciências são interpeladas e começam a responder aos desafios da Bioética. Aparecem também profissionais os mais diversos, tendo que se pronunciar sobre questões de Bioética, seja do nascer, seja do morrer, seja das questões de saúde ou de engenharia genética, ou até ambientais. E por isso há uma diversidade de posições, quem nem sempre formam um real consenso.
